O exame de audiometria tem como finalidade testar os tons e a intensidade com a qual o paciente é capaz de ouvi-los, avaliando a capacidade de ouvir e interpretar sons, para detectar possíveis alterações auditivas, quando há suspeita de perda de audição ou apenas durante uma triagem ocupacional.
A surdez geralmente vem com a idade. De acordo com um estudo do American Family Physician, pelo menos 25% das pessoas com mais de 50 anos apresentam perda auditiva e 50% das pessoas com mais de 80 anos.
Porém, ela pode afetar qualquer pessoa, Estima-se que até 15% da população adulta global tenha pelo menos algum grau de surdez.
Fatores como exposição a ruídos altos, lesões no ouvido etc., podem contribuir para a perda da audição.
Se acha que também pode estar perdendo sua capacidade auditiva, saiba que um dos principais testes para avaliar o quão bem você ouve é o exame de audiometria.
Hoje em dia existem vários tipos de testes para detectar problemas de audição. Um desses exames é a imitanciometria, também conhecido como impedanciometria. Esse procedimento avalia a mobilidade do sistema tímpano-ossicular e verifica a presença ou ausência de reflexos acústicos. Ele também fornece dados sobre a integridade da orelha média, sendo fundamental como diagnóstico diferencial.
Usado para complementar a audiometria, sua principal função é avaliar as estruturas da orelha média e da tuba auditiva. Ele pode ser recomendado por um especialista durante a consulta médica em casos de suspeita de perda de audição ou infecções como otite.
Vectoeletronistagmografia é um exame otoneurológico que avalia a função vestibular de forma indireta, ou seja, avalia o labirinto, responsável pelo equilíbrio e os sistemas envolvidos para seu bom funcionamento. Essa avaliação é feita através da observação dos movimentos oculares involuntários (nistagmos).
Este exame faz parte da rotina otoneurológica, que visa avaliar de forma minuciosa o paciente com alterações do sistema vestibular (equilíbrio), incluindo as doenças do labirinto, popularmente conhecidas como “labirintites”. Eletrodos semelhantes aos eletrodos usados em eletrocardiogramas são colocados na fronte do paciente e conectados a um programa de computador, que analisará os sinais originados de movimentos oculares involuntários, denominados nistagmos. A análise destes movimentos é de extrema importância no diagnóstico das doenças vestibulares, dadas as ligações existentes entre o sistema vestibular.
A reabilitação vestibular (RV) é um método praticado há mais de 70 anos para o tratamento de pacientes com labirintite. Ela baseia-se num treinamento com atividades específicas e customizadas, que devolvem o equilíbrio ao labirinto.
Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB)
Normalmente, as tonturas e vertigens estão relacionadas ao ouvido, mais especificamente ao labirinto, que é uma estrutura do ouvido interno. É daí que vem o termo “labirintite”, que é comumente utilizado para se referir às disfunções dessa estrutura.
O principal sintoma da VPPB é a vertigem, que é a sensação de que o indivíduo ou o ambiente estão se movendo, onde classificaremos como leve e forte.
Como é o diagnóstico da VPPB?
O diagnóstico da VPPB é feito através de manobras específicas. As manobras visam provocar os sintomas em determinadas posições de cabeça, acelerando o movimento das partículas no ouvido. A principal manobra realizada para o diagnóstico da VPPB é a Manobra de Dix-Hallpike.
Como tratar a VPPB?
O tratamento da VPPB é realizado através de Manobras de Reposicionamento, que visam levar as partículas de carbonato de cálcio para seu local de origem, removendo-as dos canais semicurculares. As Manobras de Reposicionamento são normalmente executadas por Fonoaudiólogos após seu diagnóstico na mesma consulta. É importante informar que medicamentos não possuem eficácia no tratamento da VPPB, sendo utilizados apenas para controle dos sintomas.